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Gratidão pelo que veio e por tudo que ainda virá

  • 8 de nov. de 2015
  • 2 min de leitura

Aqui estava eu pela enésima vez rolando o feed do meu próprio perfil no Instagram. Pouco narcisismo, muita saudade da viagem.

Embora os motivos para querer ainda estar por lá sejam numerosos, dessa vez escolhi ficar feliz só por ter ido. Decidi ficar agradecida. Ou não é questão de escolha como a gente se sente diante das situações?

Cada foto traz uma lembrança, um cheiro, um barulho, uma admiração. Eu estive mesmo em cada um daqueles

lugares e, mesmo parecendo que só foi possível porque tive coragem, só foi possível porque decidi ir com medo mesmo.

Agradeço porque na linha do tempo desse ano de 2015 tem algo que fiz que considero realmente extraordinário.

Agradeço porque seria injusto não fazer. Dentro da normalidade, minha vida é muito boa.Mas é só ligar a tv para ver o ser humano envolvido em todo tipo de dificuldade. Crianças com fome, pais desesperados, famílias sem casa, salários comprando cada vez menos coisas, nossa alimentação comprometida por venenos e tanta gente contaminada pelo pior deles: a ganância.

Agradeço porque, do tão falado caminho do autoconhecimento, eu li só o epílogo e posso garantir que bastou para trazer mudanças significativas nos meus pensamentos. Nenhuma mágica, só cliques de consciência.

Um ano atrás eu comia todos os dias me preocupando, sem grande esforço, só com o "ser mais saudável". Agora faz diferença para mim se o molho de tomate tem o símbolo de transgenia e ainda que o mundo não considere isso grande coisa, eu considero. Eu me sinto realmente agradecida por pensar no que estou comendo, por ter convivido com pessoas muito mais conscientes e que, mesmo sem perceberem, trouxeram novas possibilidades de vida para mim.

Agradeço porque se um dia eu for uma boa mãe, essa viagem, fotos e vídeos serão os primeiros e grandes responsáveis por esse ser humano melhor que me tornarei.

Agradeço porque o desejo de continuar descobrindo coisas e lugares não me deixará viver o que eu chamo de uma vida medíocre.

Agradeço porque, se eu com pouco tempo de experiência em querer mudar o mundo consigo ao menos modificar coisas simples no dia-a-dia da minha casa, milhares de pessoas fazendo isso ao mesmo tempo em seus lares e corações serão capazes de fazer muito mais. E nossos filhos terão um futuro muito, muito promissor.

Eu acredito. Eu preciso acreditar. E agradecer.

P.S.: Música "Reflexo de nós", do Toni Ferreira, a princípio um pouco pessimista, mas que pede por esse lugar melhor que todos nós precisamos para viver.

 
 
 

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