De volta, sem pressa
- 7 de nov. de 2015
- 2 min de leitura

Há alguns dias venho pensando em por que não escrevi mais nada. Não que eu tenha encontrado a resposta, mas acho que faço uma ideia.
Para algumas pessoas, trabalhar, pintar, ler, criar é natural e elas fazem corriqueiramente, quase no automático. Eu não sou automática. Eu gosto de escrever, mas não é sempre que sinto que tenho a capacidade para isso.
Não é falta de confiança, é timing. Você já deve ter ouvido dizer que, qualquer que seja a habilidade que você queira desenvolver, precisa treinar todos os dias. Eu seguiria a recomendação, se não me sentisse tão falsa ao me forçar com o caderno e a caneta ou o notebook.
Eu escrevo quando acho que preciso falar com minhas próprias palavras sobre alguma coisa. Quando algo que vi na rua me faz pensar por horas e sei que não vai adiantar só dividir com alguém, ou quando penso nas coisas que eu poderia fazer, embora eu não saiba exatamente como.
Eu escrevo porque gosto e gosto porque não tenho que fazer em nível industrial.
Eu escrevo porque acredito que, talvez, as palavras encontrem alguém que delas esteja precisando, assim como eu já me encontrei com muitas e que quase nunca vieram daquele poeta famoso.
Escrevo porque sinto que, quando formo as frases do jeito que quero, estou sendo eu mesma, com meus vícios de linguagem, pontuação, e está tudo bem.
Eu escrevo porque é divertido ler o resultado final e numerar os parágrafos na ordem em que eles ficam melhores, assim posso ter um texto completo, sem pontas soltas, com leve toque de poesia (sim, esse que você está lendo não é o original).
Eu escrevo quando a vida parece ruim ou quando ela está muito boa. É como tomar chá antes de dormir: se o seu dia foi péssimo, você vai se acalmar; se foi ótimo, é perfeito para agradecer a si mesmo.
Eu escrevo quando sinto que posso.
Eu escrevo quando o coração pede.
P.S.: Liberdade, do ponto de vista de Nina Simone.
Para inspirar, seja a liberdade de escrever quando quer ou de fazer qualquer outra coisa na vida.







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