Momento de paz no dia turbulento
- 13 de mar. de 2015
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No coração aquele aperto que só quem precisou pedir pra dormir na casa da tia sabe.
"Vou contar até três e peço". Conta até três, até trinta, até trezentos.
Nada. Nenhuma uma palavra.
O cérebro te trai, a língua trava, os braços sentem frio e a orelha queima.
Não pode ser tão difícil. Tem que ter um jeito. Não, não pode ser fácil.
Você já fez isso tantas vezes, o máximo que vai receber é o não, que é o que você já tem.
Mas o cérebro não se importa e recomeça a contagem. Um, dois, três...
Na virada de um segundo palavras são despejadas, lançadas como se a vida dependesse disso.
Você se arma e espera a retaliação. O julgamento. O desapontamento.
Eles não vem. Do outro lado alguém que sabe da vida muito mais que você. E que felizmente, seja lá por qual motivo, guarda a crítica e oferece os braços.
Momento de paz no dia turbulento.







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