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Filme: Sociedade dos Poetas Mortos

  • 13 de set. de 2014
  • 2 min de leitura

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"Medicina, Direito, Administração, Engenharia, são atividades nobres, necessárias à vida. Mas a poesia, a beleza, o romance, o amor, essas são as coisas pelas quais vale a pena viver."

Pegue o ano de 1959, mais uma escola preparatória com anos de tradição e por fim um ex-aluno que chega para ser o novo professor de literatura com métodos educativos nada convencionais. Pronto, essa é a receita do fantástico filme "Sociedade dos Poetas Mortos".

O professor John Keating (Robin Williams) vem para fazer a diferença. Desde o primeiro momento em que ele entra na sala de aula você sente que tem alguma coisa diferente ali, no jeito como ele anda, sorri e assovia. Sua primeira aula deixa claro que ele pretende, acima de qualquer regra, inspirar seus alunos a pensarem com suas próprias cabeças e a viverem plenamente suas vidas.

"Carpe diem. Aproveitem o dia, meninos. Façam de suas vidas uma coisa extraordinária."

Apesar de parecer ser ele o personagem principal, o filme se concentra muito mais na trajetória de um grupo de amigos estudantes do colégio, do que na dele propriamente dita. Pode-se dizer que cada um dos meninos representa um tipo de aluno que vemos nas escolas até hoje, temos o tímido, o transgressor, o amante da arte, o nerd. Todos com suas convicções individuais, mas que se completam quando estão juntos.

Difícil resenhar um filme capaz de mudar tanto a nossa percepção sobre educação engessada, sistema opressor, autoridade arbitrária. Inúmeros questionamentos e discussões podem ser levantadas e com certeza você vai se identificar com algum dos personagens e pensar que em algum momento da sua vida escolar ou não, você já se sentiu como ele.

A história tem momentos engraçados, tensos e tristes. Se você já foi aluno, pode pensar que gostaria de ter tido um professor assim e se um dia passou pela sua cabeça lecionar, provavelmente vai pensar que gostaria de ser como o Sr. Keating, corajoso o bastante para transformar a vida das pessoas, independente do que isso custar.

Robin Williams não deixou nada a desejar nessa interpretação, assim como nas outras em que trabalhou. É uma pena que sua vida tenha terminado de forma tão triste.

Abra a cabeça e permita que essa história te inspire.

Lançamento: 28 de fevereiro de 1990 (2h8min)

Direção: Peter Weir

Com: Robin Williams, Ethan Hawke, Robert Sean Leonard

Gênero: Comédia dramática

 
 
 

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